De onde veio a ideia…

Continuei estudando na Escola Técnica Federal de Goiás até o fim do ano 1988, quando completei 18 anos. Nesta época, depois de ter descoberto Stevie Ray Vaughan e Jimi Hendrix, veio o desejo de tocar essas músicas, ou tocar aquele estilo musical.

Naquele tempo, quando o dinheiro permitia, o Frenesi Precoce ensaiava no recém-inaugurado estúdio de ensaios dos Krisp (Carlos e Cláudio) e do Hannah (Marcelo Hannah), que eventualmente receberia o nome de Estúdio Katzen Muzik, para depois se transformar na empresa de som, palco e luz Studio K. Vale lembrar que não havia na cidade nenhum espeço dessa natureza, e os horários no estúdio passaram a ser muito disputados.

De qualquer maneira – continuo – nessa época, não havia muitos “compromissos”, e assim era possível ir ao estúdio durante a semana, e aquele espaço acabou virando ponto de encontro do pessoal envolvido em música. Em um desses dias, no início da tarde, quando passei por lá ouvi o som de uma bateria, na casa ao lado. Fui até lá após ouvir vozes, inclusive do Carlos e do Cláudio. Quando entrei, vi o Frederico Valle pela primeira vez, nessa época provavelmente com 13 anos de idade, tocando bateria como eu nunca tinha visto ninguém tocar.

Já havia em mim o desejo de tocar blues, e eu passava os dias ouvindo meus LPs. No Frenesi Precoce, apesar da minha vontade, não havia espaço/possibilidade de tocar esse tipo de “som”, e eu acabei tendo que encontrar uma alternativa. Pouco tempo depois desse primeiro encontro (vale lembrar que eu era um “bicho do mato”, e o Frederico não era exatamente o que podemos chamar de “pessoa sociável” – sendo assim, não trocamos nem um “beleza?”?, não sei exatamente porque, telefonei para os Krisp e expliquei a eles que eu queria montar uma banda de blues, mas queria encontrar um baixista e um baterista que se interessassem.

A resposta que veio, do outro lado da linha foi – “Por que você não fala com o Fausto (Valle – irmão do Frederico)?”. O Fausto tinha acabado de voltar de São Francisco, nos Estados Unidos, onde tinha morado por um tempo, e os Krisp acharam que seria um bom caminho. Me passaram o telefone do Fausto e eu liguei para ele. A conversa foi fácil, e em pouquíssimo tempo nos encontramos para uma conversa. Ao pensar em quem tocaria bateria, o Fausto pensou primeiramente no Sérgio “Serjão”, outro irmão Valle exímio músico, fantástico baterista. Organizamos então nossos primeiros ensaios. O Sérgio acabou participando de dois somente, e na impossibilidade de continuar, o substituto natural foi Fred Valle.

ANDRÉ MOLS

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