Rocking Horse

Algumas das músicas que fazem parte do disco ROCKING HORSE foram compostas ainda em 2009 e 2010. Definitivamente, uma mudança no meu “esquema” de composição. Como eu já disse eu outra parte desse site, normalmente eu decidia, em conjunto com meus “parceiros” que a gravação iria acontecer, e a partir daí eu compunha as músicas, em sua maioria. Não foi isso que aconteceu com esse disco em particular.

Quando eu, Fred e Foca retomamos a banda em agosto de 2011, começamos imediatamente a ensaiar o que seria o novo diisco. Acho que demoramos um pouco mais a ir para o estúdio porque queríamos que nosso entrosamento ficasse mais afiado, como acredito que ficou. Assim, em 12/5/2012 nós entramos em estúdio, no nosso velho conhecido Up Music, para gravar. Passamos uma manhã montando o equipamento e deixando tudo pronto. Nosso técnico de som, Leo Bessa, deixou tudo em “cima da pinta”, e nosso amigo Pedro Henrique Zamboni assumiu a responsabilidade da parte técnica da gravação.

Montamos a bateria do Fred na sala principal, e o equipamento do Foca na saleta ao lado, de maneira semelhante ao que foi feito com os discos Blues & Beyond eTrio. Eu montei minhas caixas de guitarra na sala menor ao lado da principal, e meu rack ficou comigo, na sala de controle. Assim, todos nós tínhamos contato visual um com o outro. Nas semanas que antecederam a gravação tentamos definir os BPMs (batidas por minuto) das músicas, mas chegamos à conclusão de que se utilizássemos o metrônomo iríamos perder um pouco da essência das músicas. Assim, optamos por gravar sem o metrônomo. Já havíamos definido que todos tocariam ao mesmo tempo, que eu gravaria já com os efeitos (o que é sempre um risco, já que você não pode editar esses efeitos posteriormente) e que faria apenas overdubs de voz e o mínimo possível de overdubs de guitarra. O disco deveria ficar dar a sensação de que as pessoas estavam no estúdio de ensaio com a banda.

As gravações começaram então à tarde. Paramos aproximadamente às 19h00 e voltamos no dia seguinte para um dia inteiro. Esse tempo foi suficiente para gravarmos todas as músicas com banda. Vale lembrar que compus as vinhetas do disco no estúdio, no momento em que íamos gravar, e que todas elas são o primeiro take. A intenção com elas foi de introduzir o tom da música seguinte, e fiquei muito feliz com o resultado. A sintonia entre eu, Fred e Foca foi muito boa mesmo.

No domingo, voltei ao estúdio para gravar violões e as vozes novamente. Com isso a parte de gravação estava pronta. Passamos então à mixagem, que aconteceu no estúdio da Tambor Produções, do nosso amigo Dênio de Paula. Ele foi escolhido por ser alguém que entende muito bem o nosso vocabulário musical, e porque acreditamos que ele conseguiria trazer à tona o som que buscávamos. A experiência da mixagem de um disco é sempre muito instigadora, e com essa a coisa não foi diferente. A masterização, por sua vez, ficou à cargo de outro bom amigo, Leandro Carvalho. O áudio do disco enfim ficou pronto para ser despachado para a fábrica.

No entanto, enquanto estávamos mixando eu estava tratando da capa do disco com o auxílio de nosso amigo e produtor Giovanni Paschoal. Dado o som e a personalidade das músicas, eu queria que a capa tivesse uma página para cada música. O artista que ficou responsável por transformar isso em realidade foi o jovem Caius Augustus, de Piracanjuba. Eu fiquei conhecendo o trabalho de desenho à mão do Caius através de dois grandes amigos  – Leandro Tomaz e Cândido Bueno. Ambos são de Piracanjuba, e, quando me mostraram alguns dos trabalhos desse jovem, decidi que era o que precisávamos. O Caius foi muito cortez e, quando me enviou a imagem da capa, superou minhas expectativas.

Tirei o nome do disco de um fragmento da letra de “FIght The Good Fight”. A ideia é a de resiliência. O storyboard que o Caius criou, refletindo as letras das músicas, sempre remete ao nome do disco. Vale reforçar que todos os desenhos foram feitos à mão, com lápis, sem o auxílio de computador.

Finalmente, o disco foi para a fábrica – mas não devo me esquecer que para essa etapa final contamos com o apoio financeiro do Laboratório Padrão, na forma de um de seus proprietários, o Dr. Ary. O laboratório pagou a integralidade da primeira tiragem de 1000 cópias do disco. A ele (Ary) e ao laboratório, a nossa gratidão.

 

André Mols

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