New Old Stock

O disco NEW OLD STOCK foi gravado em 2004. Para ele, optamos, com o suporte do nosso amigo Marconi Henrique e sua esposa, Miriam Estevam, a entrar com um pedido na Lei de Incentivo à Cultura do município de Goiânia. Para nossa felicidade, o projeto foi aprovado, de maneira que foi possível gravar e prensar o disco sem maiores dificuldades. Assim, este acabou sendo o único disco da banda que não faz parte da “DO BOLSO RECORDS”.

Eu e Marconi preparamos a pré-produção no estúdio do Marconi, definindo BPM de cada música, além da estrutura de cada uma. Outra coisa interessante foi que, antes disso, nós havíamos feito uma gravação simples das músicas, e o Marconi usou o áudio original da bateria que o Wagner gravou neste ensaio como “pano de fundo” para as bases, que seriam posteriormente substituídas. Como lembrança interessante, lembro-me que usei um amplificador à pilha modelo “MINI TWIN”, devidamente microfonado, para gravar a guitarra nessas bases.

Cumprida esta etapa, e tendo em vista que havíamos usado o metrônomo desta vez, o Renato foi o primeiro a gravar o áudio definitivo do disco, eliminando os tracks de baixo em um ou dois dias. depois disso, mudamos o equipamento de gravação do MIDI STUDIO para o estúdio da banda, e lá nos preparamos para gravar os tracks de bateria, guitarra e voz. Nesse interim, o Marconi já havia começado a gravar os teclados. Essa foi a nossa primeira experiência de gravação sem que estivéssemos todos na mesma sala, tocando todos ao mesmo tempo. Foi um pouco estranho, mas como havíamos nos preparado bem, deu muito certo.

Depois que o Renato gravou o contrabaixo, o Wagner gravou a bateria. Foi interessante porque ele já ouvia o som definitivo do baixo, e ouvia o som que ele mesmo tinha gravado como guia, e isso de certa forma facilitou o processo para ele. Mérito do Marconi em pensar em tudo isso. Depois da bateria gravada, foi a minha vez de gravar guitarra e as vozes.

É importante ressaltar que o Marconi chamou o nosso amigo Cesinha Canedo para dar uma “conferida” em tudo antes de começarmos a gravar. Além disso, o Cesinha foi mais do que gentil e me emprestou a sua guitarra Gibson semi-acústica 1969 para gravar algumas músicas no disco. Uma experiência única também.

As fotos da capa  foram tiradas no Parthenon Center, em Goiânia, e o Renato fez sua mágica mais uma vez. Eu decidi que o disco se chamaria N.O.S. , que significa “New Old Stock”, um termo muito usado quando nos referimos a peças de amplificadores e válvulas que foram produzidas a muito tempo mas que nunca foram utilizadas. É como se, no caso da banda, estivéssemos encapsulados no tempo, e finalmente saímos do “casulo”. Eu já havia dito na capa do disco ao vivo que uma era havia chegado ao fim.

Esse disco gerou uma história em particular. O Marconi tinha um amigo que se chama Kim SIlva. O Kim morou muito tempo nos EUA, e prestava serviços para o Grammy (empresa).  Quando  o disco N.O.S. ficou pronto, o Marconi entregou o disco ao Kim, e este, ao retornar a Los Angeles, entregou o disco na mão do Gabriel Albaroa, que era o presidente do Grammy na época. Uma semana depois, em 19 de setembro de 2005, recebemos uma carta convite oficial do Grammy para tocar em Los Angeles no mês de Novembro.

Essa história eu contarei na seção HISTÓRIA (2003 – 2005) do site ok?

ANDRÉ MOLS

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